“Estava sozinha, era noite, chovia. Gotas escorriam vagarosas pela janela, todos os olhos pareciam fechados àquela noite, fazia frio, não havia luz naquela casa, não havia luz no bairro inteiro, só a luz de seus olhos, olhava para fora pensando se ele chegaria bem, escutou o telefone, andou apreensiva para a escuridão, queria saber se estava tudo bem e que horas voltaria, tinha com medo de passar a noite só, à dias sentia-se angustiada, pegou o telefone com as duas mãos, como se pudesse tocar a pessoa do outro lado da linha, falou “alô?’, mas não teve resposta. Seria alucinação? Mais uma? Pensava ela aflita ao segurar o telefone. Sua respiração cortava, seus batimentos cardíacos em breve aceleração, ela começara a suar, uma lágrima irrompeu seu rosto alvo, e ela ouviu: ‘alô?’, suspirou aliviada, era a voz dele, sorriu, a respiração ficou mais leve, antes dela perguntar onde estava e se ia demorar, ele respondeu, dizendo estar preso no trânsito e havia passado no supermercado antes, logo chegaria e não era para se preocupar. Ela não sabia, nem desconfiava de nada enquanto desligava seu telefone, mas ele estava chegando com algumas velas e um bom vinho, no fundo ele nutria segundas intenções para com aquela moça linda, mas queria fazer daquela noite escura mais uma noite especial.
Suspirou aliviada, torcendo para não que não demorasse, mas a chuva já aumentava, voltou para a janela da sala, olhar a rua que as vezes era iluminada por alguns carros que passavam, sempre a dando falsas esperanças que era ele, suas mãos suavam, estava apreensiva, até que ele chegou, vibrou de emoção, a presença dele a deixava feliz.
Ele estava feliz ao chegar em casa aquela noite, ele abriu a porta, segurando as sacolas, molhado e sorridente, esperando ser recepcionado com beijos e abraços, afinal à dois dias não se viam, pois viajou a trabalho, mas ao entrar a viu caída no chão, sentiu suas mãos úmidas e frias, sua respiração era fraca, de pronto largou as sacolas no chão, e recaiu de joelhos para abraça-la, com medo e afoito, não sabia o que fazer, a abraçou, as velas rolaram pela entrada, o vinho, caiu de súbito no chão, deixando uma marca que nunca mais saiu daquele vão, ele a olhou de inteiro, até cruzarem os olhares, a colocou sobre o sofá, perguntando o que aconteceu, ela ria dele, ao contar que apenas escorregou no chão molhado ao tentar abrir a porta riu ainda mais ao ver toda a preocupação, ficou enaltecida, o encheu de beijos e abraços.
E os beijos se tornam cada vez mais longos…
E os abraços se tornam carícias…
Ele pediu para esperar abriu o vinho, pegou duas taças, beberam, ele a beijou sentindo o gosto do vinho em seus lábios, uma gota escorreu delicada e sensualmente no colo dela… ele a seguiu com os lábios, ela sorriu maliciosamente, acariciou os cabelos dele, enquanto ele seguiu gota entre seus seios, sentiu cócegas, seus olhos se cruzaram, entre beijos e mordidinhas provocantes que só ela sabia dar, o corpo dele estava quente, respondendo a cada mordida com suas mãos, apalpando-a carinhosamente… despindo-a impulsivamente.
Ela sentiu as mãos deles sob sua blusa, buscando seus seios, abrindo os botões de sua blusa, um à um, tirando sua calça, a beijando, ela o afastou sorrindo, desvencilhando de suas carícias, fugindo do sofá, a casa está escura, propícia para brincar de esconde-esconde, correu até a cozinha e tentou segurar o riso.
Ele entrou na brincadeira, a procurou, sabendo que era isso que ela queria, deixando claro que a recíproca é verdadeira, acendeu algumas das velas pela casa, tornando o ambiente mais aconchegante, ela encostou-se na parede, ficou arrepiada ao sentir o frio dos azulejos em sua pele, estava quieta de olhos fechados, tentando imaginar o porque da demora, então sentiu a mão dele sobre seus cabelos, acariciando seu rosto e trazendo a boca dela até a sua, a comprimindo contra a parede, deixando-a ainda mais arrepiada, percebendo isso, não a largou mais, seus lábios frenéticos não paravam de se beijar, suas mãos não param de procurar o corpo dela, as mãos dela sobem procurando em vão algum apoio na parede, deixando ainda mais excitado, ele a vira, raspando sua barba por fazer na nuca, costas, fazendo a soltar um sibilo de prazer, enquanto suas mãos passeavam entre o quadril e seios.
Ela se desvirou, arranhando suas costas, puxando o corpo dele ainda mais contra o seu, como se pudessem ser um, morde seu pescoço, suas mãos descem, abrem o zíper de sua calça para despi-lo, descendo e mordiscando todo seu corpo, ele coloca suas duas mãos na parede para se apoiar, morde e lambe a barriga dele, o provocando, beija-lhe os lábios enquanto suas mãos descem ate a bunda acariciando, ela a segura e a leva entre carícias, toques e beijos até a sala, ele a quer no sofá esta noite, ela deita no sofá, mas logo ela sobe sobre ele e desce beijando sua barriga até chegar no seu pênis, onde acaricia com as pontas dos dedos, sente o ereto, o mordisca, lambe a glande e o masturba, pois logo o quer dentro dela.
Ela brinca com o pênis em sua boca, suga-o, enquanto suas mãos não interrompem o movimento… Ela o leva a loucura, as mãos dele procuram em vão um lugar aonde possam se apegar, se aconchegar, se segurar…
O único lugar que ele encontra é o apoio da nuca dela, ele o acaricia, ela sente e se dedica mais a tirar suspiros altos dele, ele a impulsiona, entram num louco frenesi de prazer, as mãos dela não mais envolvem seu órgão, mas sim arranhando sua barriga, com força, não que ela o queira machucar, não, naquele momento tudo é tesão, os músculos dele se contraem… é um orgasmo! Ele grita baixo, ela o olha com aqueles olhinhos de meia lua, são matadores a essa altura.
Ele a vira de súbito, a beijando, a mordendo, como se cada mordiscada fosse um pedaço dela que ele tirava e guardava para si. Mordiscava seu lábio, o lambia, o beijava, descia com sua língua pelo colo dela, escalava seus seios com seus dentes, suas mãos os procuravam também, ela estava excitada, era perceptível ao toque, estavam rígidos, altamente suscetíveis ao toque dele. Ele continua a descer pelo corpo dela, com as pontas dos dedos, com os lábios, com a língua dando pitadas de prazer, ele sente que ela reage ao seu toque, sente ao chegar a sua barriga, ao descer mais ao chegar na sua vagina, o toque dele a da prazer, ele a olha enquanto massageia seu clitóris, ele vê o prazer que ela sente, ela percebe que é observada, tenta disfarçar a vergonha do seu prazer, mas suas mãos não escondem sua excitação, não conseguem se firmar em um lugar, não encontram nada pra se apoiar, ela não consegue firmar seu olhar nele mais, seus olhos procuram um ponto no infinito, seus músculos abdominais flexionam, ele baixa a cabeça, ela tenta fechar as pernas, como proteção, mas ambos sabem que ela quer também, ela o quer, ele começa a lamber seu clitóris, depois a vulva, ela se contorce de prazer, ele a ouve, o tesão está num pico de explosão, ela o quer dentro, puxa seu rosto para junto o dela, ela sente o pênis dele se aconchegar em sua vagina, aos poucos, devagar, no meio de um beijo longo, ele a penetra! O ápice dos dois se torna um! Ela engole em seco, uma respiração profunda e cortada pelo desejo! Ele a olha profundamente, parece que querendo decorar cada detalhe dela, eles começam com um movimento suave… eles se sentem no todo, cada parte de seus corpos estão superativados, eles se querem, se procuram, se beijam, se mordem, se arranham, conforme seus gemidos aumentam de intensidade, a velocidade e intensidade do ato também aumentam. Eles estão num louco frenesi, nada os pode deter aquele momento, de repente o sofá fica pequeno para tanto prazer, eles rolam, vão para o chão, ela está por cima agora, levanta seu tronco, se apoiando no peito dele, gotas de suor escorrem por ambos, ela levanta seus braços, os cruza atrás da cabeça, ele a ataca ferozmente, procura seus seios, sua bunda, Deus como aquilo é bom.
Ele não agüenta, precisa dela, a pega, a joga de bruços no sofá, primeiro acaricia sua vagina, ela está totalmente excitada, esta molhada a escorrer, ele a penetra novamente, começa com movimentos leves, mas de pronto já se põe a fazer com um pouco mais de força, ele escorrega as mãos de seu quadril a seus seios, sua boca vai mordiscando as costas dela, a nuca, até chegar a orelha, ela o ouve gemer como se estivesse vindo de fato de dentro dela.
De repente seus gemidos ficam compassados, duas respirações se tornam uma, o tremor nas pernas se torna uníssono, e então… uma grande pausa, seguido de um gemido que nenhum dos dois consegue segurar… o gozo de ambos se mistura num coquetel de sentidos dentre o que se sobressai é o prazer suprem daquela hora em que até o girar do planeta parou. Ambos estão exaustos, ofegantes, ele sai de cima dela e a abraça, apoiado ali, no sofá, eles se estudam, os olhinhos quase se fechando, se beijam, num beijo longo, compassado pelo tempo entre suas respirações, riem. E dormem, ela apoiada no colo dele, sem se preocupar com nada do mundo lá fora, mesmo porque o mundo lá fora já não existe mais, existe sim aquele lugar e aquele momento.
Uaaaaau!
Tá ficando boa nisso!
Esse foi real, Flor?
>D