Domingo à noite, chove, faz frio, eles assistem a um filme com outros amigos, sentados no sofá embaixo do cobertor, como bons amigos, conversam, riem, suas mãos se tocam, os dedos fortes dele brincam com a mão e dedos dela, bons amigos. As horas passam, todos vão embora, ao se despedir ele cochicha em seu ouvido para que ela fique. E ela cede ao seu pedido. Havia mais um filme para assistir, ele a convida para assistirem enquanto bebem um vinho, ela sabe que não ficou só para ser companhia para o filme, bebem, assistem, mãos se tocam, ela sente a mão dele sobre a cintura dela tocando sua pele, ela ri, sente cócegas, ele tem mãos grandes, fortes. Ele pergunta o que ouve ela responde: cócegas. Ele sorri e a beija toda, ela tenta se esquivar, mas ele é mais forte, a puxa para si, até que para de repente com os carinhos, pergunta se realmente devem continuar já tentaram ser além de amigos, não havia dado certo, brigas, confusões, quase acabaram com a amizade, melhor não, diz ele, você é umas das minhas poucas amigas, me ouve, me entende, não quero estragar as coisas. Mas, é difícil voltar atrás, os hormônios, são mais fortes, ambos consentem que no dia seguinte as coisas seriam iguais, nada mudaria, apenas amigos, que desejam matar a saudade.
Carícias delicadas, mãos que conhecem os corpos, beijos ardentes, corpos que se encaixam. Ele a convida para o quarto, lá as mãos dele entram na calça dela, excitando-a ainda mais, ninguém melhor do que ele sabe como satisfazê-la. Ele a olha nos olhos demoradamente, olhos verdes penetram nos olhos castanhos. Ela sente-se despida com o olhar, minutos depois está totalmente despida, corpo e alma, ela deita-se sobre a cama convidativa, caricias, beijos estendidos pelo corpo todo, ela beija, as tatuagens dele, velhas conhecidas, arranha-lhe as costas, como deixa marcas em seu corpo forte, como ele gosta.
Ela sente seu corpo ser penetrado pelo sexo dele, ele a beija no pescoço, sua barba a arrepia de prazer ainda mais, ela geme, ele a cala com beijos, que descem até seus seios. Ele parece querer a consumir, engolir, devorar-lhe a carne, o corpo, deixando a insaciável, prazerosa, repleta de desejo e libido.
A noite segue adentro, adormecem cansados nus lado a lado, afinal no dia seguinte tudo voltará ao normal, como se nada tivesse acontecido, matam a saudades de corpos, afagos em segredo, doces momentos.