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marasmo

Ele estava concentrado assistindo ao jornal, desatento e descontente com o mundo… Chego na sala, ele não me percebe, sento ao seu lado, e seus olhos. continuam vidrados naquela maldita tv… Então começo a passar minha mão entre suas pernas, ele sorri, voltando ao mundo, nos olhamos, maliciosamente, esperando que eu faça algo para tirá-lo daquele marasmo.

Ele fica excitado comigo passeando com meus dedos na sua virilha, selo seu sorriso com um beijo, demorado, longo, tenso, profundo… Ponho-me aos seus pés, abro sua calça e a abaixo, ele está excitadíssimo, já o fiz esquecer da tv, agora é minha vez de prover o show. Fico molhada ao senti-lo em minhas mãos, mas ele espera por minha boca, mordo seus lábios, sei que sente meus dedos passeando pela ponta do seu pênis, ele sorri para mim, me diz coisas lindas, que só devem ser ouvidas em horas assim. Sinto ele crescer, beijo e olho para ele se ajeitando para ser masturbado, desço minha boca levemente pelo seu peito, sua barriga, beijando-o, mordo-o de leve, lambo-o, sei que ele gosta, pois ele reage a minha língua, enquanto entra pela minha boca ele suspira prazer, sei quando ele sente minha língua, meus dentes de leve, chupo e sugo com pressão subindo e descendo, seus músculo se contraem, passo os dentes, mordo, ele suspira profundamente, me olhando e me encarando, me levanto para subir em seu colo, o masturbo com minha mão buscando seus lábios com os meus, ele tirando sua camiseta, buscou me despir, tirando meu sutiã, lambendo meu colo, sentindo suas mãos tirando minha calcinha molhada de prazer, apertando minha bunda, segurando minha cintura para que subisse e encaixasse, senti ele duro, grande, se aconchegando para me violar… Sinto uma dorzinha prazerosa quando ele me penetra, me viola, obrigando a abrir mais as pernas, gemo ao sentir ele entrando lentamente, abrindo a vulva, roçando em meu clitóris, penetrando na minha mucosa, músculos, subo e desço sem tirá-lo de dentro, mantendo-o mais tempo tenso, ereto, sem ejacular, sua boca chupa, morde, beija meus seios duros, empinados, sinto uma mão em minha nuca me enlouquecendo ainda mais, jogo a cabeça para trás, meus olhos viram, minhas pernas ficam moles, bambas, querendo continuar mesmo com ele gozando, me segurando forte num abraço…

Ele goza a primeira vez, em mim, sinto o líquido e ouço-o gemer forte. Começa a me acariciar, acaricia minha nuca, procura meus beijos, minhas mordidas, passeio com minhas mãos pelas costas suadas dele, ele não parou, continua devagar a me penetrar, sinto uma sensação boa, como se estivéssemos prestes a recomeçar, ele me vira no sofá, deita sobre mim abre mais minhas pernas, coloco minhas mãos para cima, agarro no sofá, como se houvesse um apoio firme, mal percebo que cada penetração dele são meus músculos que perdem a força. Ele não para, continua a me penetrar, sinto-me quente, ele procura cada vez mais meus seios, eles estão duros como uma rocha, cada lambida, cada passada de mão, eu sinto isso profundamente.

Segura minhas mãos acima da minha cabeça, me observando, será que espera eu me descontrolar? Ele sabe que não consigo me manter firme por mais muito tempo, aquele olhar me penetra também, ele conhece meus pontos fracos, sabendo disso ele vem até meu pescoço, sua língua, sua barba, eu me desvencilho de sua mão, o abraço forte, o quero totalmente dentro de mim, o arranho, ele reage e me penetra mais forte, é uma loucura, não consigo mais controlar minhas mãos, meus olhos também já não me obedecem, sinto que vou explodir de tanto tesão, sinto que vou… Gozar!!!

Gozo, num grito abafado, ele sente, sente meu suor, encosta o rosto no meu, nós dois estamos esbaforidos, querendo descansar, mas mais do que isso, queremos mais.

Ele sabe, eu sei, ele me vira carinhosamente, desce com suas mãos pelas minhas costas, sinto um calafrio no meio do calor daquele momento, ele masturba meu clitóris, um pouquinho, ele sabe como eu reajo, ele logo me penetra, eu apoiada nas costas do sofá, com os joelhos em cima, ele em pé atrás de mim, dentro de mim, é uma sensação nova, ele aperta minha bunda com força, sobe com suas mãos à minha nuca, puxa meus cabelos, estamos urrando de prazer ele se deita sobre mim, mordisca minha orelha, minha nuca, sinto sua barba resvalar no meu ombro direito, ele aperta meus seios, estou prestes a gozar quando ouço gemendo de prazer, entramos num ritmo compassado, cada penetração um gemido de prazer mais intenso, começo a perder o sentido, sinto que ele também, agora nada mais nos interessa, só existimos nós dois, é nosso momento, o mundo para! Ele para! Eu paro! Um gemido alto faz o mundo voltar a girar. Gozamos!

Viro para encará-lo de frente. Está tão exausto quanto eu, deito sobre seu peito e dormimos no sofá mesmo, com um sorriso…

Amantes


            “Estava sozinha, era noite, chovia. Gotas escorriam vagarosas pela janela, todos os olhos pareciam fechados àquela noite, fazia frio, não havia luz naquela casa, não havia luz no bairro inteiro, só a luz de seus olhos, olhava para fora pensando se ele chegaria bem, escutou o telefone, andou apreensiva para a escuridão, queria saber se estava tudo bem e que horas voltaria, tinha com medo de passar a noite só, à dias sentia-se angustiada, pegou o telefone com as duas mãos, como se pudesse tocar a pessoa do outro lado da linha, falou “alô?’, mas não teve resposta. Seria alucinação? Mais uma? Pensava ela aflita ao segurar o telefone. Sua respiração cortava, seus batimentos cardíacos em breve aceleração, ela começara a suar, uma lágrima irrompeu seu rosto alvo, e ela ouviu: ‘alô?’, suspirou aliviada, era a voz dele, sorriu, a respiração ficou mais leve, antes dela perguntar onde estava e se ia demorar, ele respondeu, dizendo estar preso no trânsito e havia passado no supermercado antes, logo chegaria e não era para se preocupar. Ela não sabia, nem desconfiava de nada enquanto desligava seu telefone, mas ele estava chegando com algumas velas e um bom vinho, no fundo ele nutria segundas intenções para com aquela moça linda, mas queria fazer daquela noite escura mais uma noite especial.

Suspirou aliviada, torcendo para não que não demorasse, mas a chuva já aumentava, voltou para a janela da sala, olhar a rua que as vezes era iluminada por alguns carros que passavam, sempre a dando falsas esperanças que era ele, suas mãos suavam, estava apreensiva, até que ele chegou, vibrou de emoção, a presença dele a deixava feliz.

Ele estava feliz ao chegar em casa aquela noite, ele abriu a porta, segurando as sacolas,  molhado e sorridente, esperando ser recepcionado com beijos e abraços, afinal à dois dias não se viam, pois  viajou a trabalho, mas ao entrar a viu caída no chão, sentiu suas mãos úmidas e frias, sua respiração era fraca, de pronto largou as sacolas no chão, e recaiu de joelhos para abraça-la, com medo e afoito, não sabia o que fazer, a abraçou, as velas rolaram pela entrada, o vinho, caiu de súbito no chão, deixando uma marca que nunca mais saiu daquele vão, ele a olhou de inteiro, até cruzarem os olhares, a colocou sobre o sofá, perguntando o que aconteceu, ela ria dele, ao contar que apenas   escorregou no chão molhado ao tentar abrir a porta riu ainda mais ao ver toda a  preocupação, ficou enaltecida, o encheu de beijos e abraços.

E os beijos se tornam cada vez mais longos…

E os abraços se tornam carícias…

Ele pediu para esperar abriu o vinho, pegou duas taças, beberam, ele a beijou sentindo o gosto do vinho em seus lábios, uma gota escorreu delicada e sensualmente no colo dela… ele a seguiu com os lábios, ela sorriu maliciosamente, acariciou os cabelos dele, enquanto ele seguiu gota entre seus seios, sentiu cócegas, seus olhos se cruzaram, entre beijos e mordidinhas provocantes que só ela sabia dar, o corpo dele estava quente, respondendo a cada mordida com suas mãos, apalpando-a carinhosamente… despindo-a impulsivamente.

Ela sentiu as mãos deles sob sua blusa, buscando seus seios, abrindo os botões de sua blusa, um à um, tirando sua calça, a beijando, ela o afastou sorrindo, desvencilhando de suas carícias, fugindo do sofá, a casa está escura, propícia para brincar de esconde-esconde, correu até a cozinha e tentou segurar o riso.

Ele entrou na brincadeira, a procurou, sabendo que era isso que ela queria, deixando claro que a recíproca é verdadeira, acendeu algumas das velas pela casa, tornando o ambiente mais aconchegante, ela  encostou-se na parede, ficou arrepiada ao sentir o frio dos azulejos em sua pele, estava quieta de olhos fechados, tentando imaginar o porque da demora, então sentiu a mão dele sobre seus cabelos, acariciando seu rosto e trazendo a boca dela até a sua, a comprimindo contra a parede, deixando-a ainda mais arrepiada, percebendo isso, não a largou mais, seus lábios frenéticos não paravam de se beijar, suas mãos não param de procurar o corpo dela, as mãos dela sobem procurando em vão algum apoio na parede, deixando ainda mais excitado, ele a vira, raspando sua barba por fazer na nuca, costas, fazendo a soltar um sibilo de prazer, enquanto suas mãos passeavam entre o quadril e seios.

Ela se desvirou, arranhando suas costas, puxando o corpo dele ainda mais contra o seu, como se pudessem ser um, morde seu pescoço, suas mãos descem, abrem o zíper de sua calça para despi-lo,  descendo e mordiscando todo seu corpo, ele coloca suas duas mãos na parede para se apoiar, morde e lambe a barriga dele, o provocando, beija-lhe os lábios enquanto suas mãos descem ate a bunda acariciando, ela a segura e a leva entre carícias, toques e beijos até a sala, ele a quer no sofá esta noite, ela deita no sofá, mas logo ela sobe sobre ele e desce beijando sua barriga até chegar no seu pênis, onde acaricia com as pontas dos dedos, sente o ereto, o mordisca, lambe a glande e o masturba, pois logo o quer dentro dela.

Ela brinca com o pênis em sua boca, suga-o, enquanto suas mãos não interrompem o movimento… Ela o leva a loucura, as mãos dele procuram em vão um lugar aonde possam se apegar, se aconchegar, se segurar…

O único lugar que ele encontra é o apoio da nuca dela, ele o acaricia, ela sente e se dedica mais a tirar suspiros altos dele, ele a impulsiona, entram num louco frenesi de prazer, as mãos dela não mais envolvem seu órgão, mas sim arranhando sua barriga, com força, não que ela o queira machucar, não, naquele momento tudo é tesão, os músculos dele se contraem… é um orgasmo! Ele grita baixo, ela o olha com aqueles olhinhos de meia lua, são matadores a essa altura.

Ele a vira de súbito, a beijando, a mordendo, como se cada mordiscada fosse um pedaço dela que ele tirava e guardava para si. Mordiscava seu lábio, o lambia, o beijava, descia com sua língua pelo colo dela, escalava seus seios com seus dentes, suas mãos os procuravam também, ela estava excitada, era perceptível ao toque, estavam rígidos, altamente suscetíveis ao toque dele. Ele continua a descer pelo corpo dela, com as pontas dos dedos, com os lábios, com a língua dando pitadas de prazer, ele sente que ela reage ao seu toque, sente ao chegar a sua barriga, ao descer mais ao chegar na sua vagina, o toque dele a da prazer, ele a olha enquanto massageia seu clitóris, ele vê o prazer que ela sente, ela percebe que é observada, tenta disfarçar a vergonha do seu prazer, mas suas mãos não escondem sua excitação, não conseguem se firmar em um lugar, não encontram nada pra se apoiar, ela não consegue firmar seu olhar nele mais, seus olhos procuram um ponto no infinito, seus músculos abdominais flexionam, ele baixa a cabeça, ela tenta fechar as pernas, como proteção, mas ambos sabem que ela quer também, ela o quer, ele começa a lamber seu clitóris, depois a vulva, ela se contorce de prazer, ele a ouve, o tesão está num pico de explosão, ela o quer dentro, puxa seu rosto para junto o dela, ela sente o pênis dele se aconchegar em sua vagina, aos poucos, devagar, no meio de um beijo longo, ele a penetra! O ápice dos dois se torna um! Ela engole em seco, uma respiração profunda e cortada pelo desejo! Ele a olha profundamente, parece que querendo decorar cada detalhe dela, eles começam com um movimento suave… eles se sentem no todo, cada parte de seus corpos estão superativados, eles se querem, se procuram, se beijam, se mordem, se arranham, conforme seus gemidos aumentam de intensidade, a velocidade e intensidade do ato também aumentam. Eles estão num louco frenesi, nada os pode deter aquele momento, de repente o sofá fica pequeno para tanto prazer, eles rolam, vão para o chão, ela está por cima agora, levanta seu tronco, se apoiando no peito dele, gotas de suor escorrem por ambos, ela levanta seus braços, os cruza atrás da cabeça, ele a ataca ferozmente, procura seus seios, sua bunda, Deus como aquilo é bom.

Ele não agüenta, precisa dela, a pega, a joga de bruços no sofá, primeiro acaricia sua vagina, ela está totalmente excitada, esta molhada a escorrer, ele a penetra novamente, começa com movimentos leves, mas de pronto já se põe a fazer com um pouco mais de força, ele escorrega as mãos de seu quadril a seus seios, sua boca vai mordiscando as costas dela, a nuca, até chegar a orelha, ela o ouve gemer como se estivesse vindo de fato de dentro dela.

De repente seus gemidos ficam compassados, duas respirações se tornam uma, o tremor nas pernas se torna uníssono, e então… uma grande pausa, seguido de um gemido que nenhum dos dois consegue segurar… o gozo de ambos se mistura num coquetel de sentidos dentre o que se sobressai é o prazer suprem daquela hora em que até o girar do planeta parou. Ambos estão exaustos, ofegantes, ele sai de cima dela e a abraça, apoiado ali, no sofá, eles se estudam, os olhinhos quase se fechando, se beijam, num beijo longo, compassado pelo tempo entre suas respirações, riem. E dormem, ela apoiada no colo dele, sem se preocupar com nada do mundo lá fora, mesmo porque o mundo lá fora já não existe mais, existe sim aquele lugar e aquele momento.

inacabado…

Começa-se uma história por um breve discurso sobre aquilo que se pretende mostrar, narrar e transmitir sentimentalmente às pessoas que a lêem.

Eis a beleza da literatura que narra os sentimentos, que, de tão abrangentes os mais inúteis como que são ditos pela algazarra social sobre a alcunha de “artistas” e meus caros amigos, de tão caros não lhe tenho apreço e nem necessidade para poupar-lhes os olhos de tal zombaria, sim, eu discordo que a dita arte, pintura e teatro, música, dentre outras seja a verdadeira arte, em verdade eu vos digo que de arte a arte não possui nada, com o pode transcrever em algo sólido e imutável o maior dos pintores?

Como pode através de palavras ditas por um artista representar um dos sentimentos mais puros e lindos como o ódio? Agora meu caro leitor deve estar pensando: ‘ Ah , mas esta claro que este não sabe o que diz, surrem-no com os pincéis para que sinta o peso da arte!’. Se você concorda com essa afirmativa lúgubre de que sou insensato a respeito da arte, não o diga antes de saber que os mais belos teatros e mais belas pinturas eu admiro, sim, admiro como já admirei o corpo morto de um cavalo que passou desta para a outra, com certa inveja de não ter mais de relinchar e saltar obstáculos admirei as lágrimas nos olhos de seu algoz-amigo, o jóquei.

Por que não? Eu vos questiono, porque a arte não pode ser comparada a um cavalo que passa dessa para outra? E ademais vos digo que o cavalo é muito mais do que esta arte dita.

O cavalo produziu uma onda de sentimentalismo, copiosamente algumas pessoas choram sorridentes os adversários do fatídico alazão riem isso sim é arte. A arte moldada por deus, que se move e que sente… ademais longo e pesaroso está se tornando este início meio e fim de palavras sem sentido, o mundo não acaba aqui, o mundo ainda está em pé, mas não até o final deste.

 

 

“Agradeço a mãe pelo seio e ao pai pelo punho”

 

Esta é a máxima gravada em minha porta, em um quarto de nada mais do que 8 metros quadrados passo a minha vida e dia após dia eu envelheço, cresço e morro ao mesmo tempo, cada dia mais a respiração e o ócio recreativo, pois nada mais pode ser criado neste mundo, são dificultosas. Vivo dos lucros de meus tios que me adotaram depois da “Tragédia familiar” como eles mesmos dizem, e, sei que gostam de o dizer.

Tragédia foi quando passei dias sem dormir, oh sim, aquilo sim foi uma tragédia, mas perder os pais em um estupro coletivo… este está mais para um dia ruim na vida de uma família, se sono não fosse bom não se dava, mas ninguém tem o direito de tirar-lhe o sono e por esse grandioso motivo que deixo de me relacionar com as pessoas, isso, simplesmente para que elas não me tirem o sono para que nas minhas noites de pensamentos e devaneios com horários programados para inicio e fim, não adentre um desses pares de seios que vemos na rua ou um sorriso de criança que me faria sorrir e dizer: “ah, mas como é belo este mundo de meu deus”… admito estar falando do par de seios, a criança que vá a breca.

Deves pensar que sou mais um destes moribundos tarados que habitam este mundo, só posso lhe confirmar seu pensamento, dizendo que toda a noite entro em profunda sedução, pois banho-me em água morna e lavo cada centímetro de meu corpo esquálido com o melhor dos sabonetes (o melhor que meu dinheiro, que é pouco, pode comprar) penteio os cabelos de forma que meu rosto afeminado ganha um ar intelectual e até charmoso, porque depois de tantos anos vivendo somente em minha presença aprendi a admirar este tabique torto que é meu rosto, adentro o recinto que é meramente dividido por uma cortina carmim e só então se começa o meu jogo de sedução, observo, ela está em quatro pés como sempre usa a sua roupa macia que emana o meu cheiro, afinal somos amantes antigos e só de lhe olhar sinto a vontade imensa de aconchegar minha cabeça em meio aos seus dois enormes e deliciosos travesseiros, cobrir-me com seus braços de pano, sentir o abraço gostoso e relaxante da serva de Orfeu, ouvir seu cântico de madeira a ranger pelos cupins que comem suas vísceras, mas agora é que começa o meu drama e nesta praga sei que não existe solução.

Minha companheira está sofrendo, precisarei comprar outra cama… Meus pensamentos são cortados com o toque do telefone, hesito em atendê-lo, não quero abandonar os braços de minha amante, vejo quem liga, atendendo e ela desliga, é cheia de artimanhas, gosta de brincadeiras, permito essa alegria, besteiras juvenis, apesar de jovem tenho a animação de um velho, mas gosto de sua juvenilidade insensata, escuto seu riso sufocado, sinto seu perfume, leve, ácido e suave, noite de lua cheia, quente, abafada, ela me busca, me provoca, me fascina, não entendo porque eu se pode ter outros, os quais dariam a vida por ela, enquanto que eu apenas espero a morte, nunca daria minha vida por ela, ah, vocês devem pensar que ela é linda, mas não, não se enquadra nos parâmetros de beleza estabelecido, tem uns quilinhos a mais, seus dentes não são brancos e alinhados como as das atrizes e modelos que ditam tais parâmetros, posso lhe dizer que é um tanto charmosa e sensual, dona de uma inteligência admirável, eis aí a sua beleza, é como uma tela, onde pode-se perder horas admirando a sua profundidade, tentando compreender o que o artista quer expressar, mas nunca saberemos a verdadeira intenção do mesmo, isso só pertence a ele durante a criação, aquele momento de êxtase entre o artista e sua obra, onde há paixão e compulsão entre criador e criatura, já tentei compreendê-la à muito tempo, agora não mais, não me perco meu vasto tempo pensando e analisando as pessoas, se ela foge de sua jaula, escapa de seu pai, pula janelas sem ser vista, seja para assegurar sua alma selvagem ou somente em busca de prazer, não me pergunto mais, sua companhia é agradável, mas as regras desse jogo são minhas, é o meu território.

Ela aparece sorrindo na janela, entra em meu quanto, uma espécie de fada sininho, sem o Peter Pan, sempre em busca de janelas abertas e crianças perdidas, mas essa fada é humana, uma mulher, doce e selvagem, a qual busca companhia, não a julgo, prefiro assim, sem envolvimentos. Apenas a olho entrar, veste-se de forma simples, porém bonita, uma saia florida rodada e uma blusa decotada expondo seu colo macio, fica encostada na parede, como um animal que recua antes do bote ou como um cão que espera a ordem de seu dono, sabe que não gosto que invadam minha vida, mas já me habituei com suas visitas furtivas, olho para sua face, o batom avermelhado contrasta com sua pele caiada, seu olhar desvia do meu, algumas vejo que ela esconde sentimentos por mim, quando sinto que ela quer falar sobre isso a calo com beijos ao ponto de tomar-lhe o folêgo, alguns fios de cabelo se soltam de seu coqui, meu olhar para em seu pescoço, nuca, onde costuma perfumar, pontos de sedução, contou-me uma que havia lido numa revista e agora seguia a regra: pescoço, pulso, entre o seio e atrás das joelhos, medo de exagerar no perfume enjoar a si mesma e os outros.

*Escrito em parceria com o dono do blog Décimo Inferno.

 

 

 

Saudades de você

Saudades de você

me beijando, sentindo, acariciando.

Vontade de você,

seu sexo, nosso prazer, desejos…

 

Saudades do seu cheiro, gosto

da sua boca, língua,

das suas carícias…

Vontade…

dos seus beijos, abraços, amassos.

 

Saudades da sua voz,

seu sorriso, olhar…

Vontade de ter vocÊ aqui comigo,

Vontade de me enroscar em seus braços,

me aconchegar no seu colo

e me entregar de corpo e alma para você.

Renata e Gabi

Transar com a Renata era uma experiência estranhamente nova. Sensualidade e carisma é uma combinação extremamente infeliz! Quando transava com a Gabi era diferente, a beijava, abria suas pernas e penetrava com toda força e ela não se entusiasmava menos, eu gozava, ela também, a sensação era ótima. Ela ligava a tv e eu ia tomar uma cerveja, voltava e transavamos de novo, com mais vigor… foi assim os três anos que moramos juntos.

 

Então conheci a Renata, foi tesão a primeira vista… No começo achei que fazia doce, mas ela simplesmente não sabia o que fazer. Teve em sua vida dois namorados, e embora fosse a garota mais gostosa da faculdade, poucos caras se aproximavam, e os que faziam não conseguiam ir além de uma conversa, até porque ô garota pra gostar de conversar. Depois que conversamos pela primeira vez ela já sabia o nome do gato da minha namorada na 5ª série e eu não tenho a menor idéia de como isso aconteceu, mas duas conversas depois minha língua conhecia a dela melhor que ninguém, passamos a conversar bem menos.

 

Mas o sexo… ela não cedia, foram dois meses de tensão, mas nesses dois meses eu tinha a gabi, transávamos violentamente, eu gozava, ia tomar minha cerveja vibrando, quase me dando os parabéns em voz alta e pensando em como iria bagunçar com a Renata, como aquele namorinho tava me cansando, mas como era também a melhor parte do meu dia.

 

Mas a agonia acabou, já conhecia cada centímetro do corpo de Renata, bastava penetrá-lo, já faziam dois meses e eu estava ficando maluco, sentia cada célula do meu corpo vibrar, estava a ponto de explodir. A caminho do motel podia sentir a excitação dela. Precisei de dois segundos pra me despir e fui ajudá-la, eram segundos preciosos que ela desperdiçava ali, mas três segundos e estávamos nus. A beijei como um louco, e enquanto beijava sua boca, queixo e pescoço de forma quase violenta, precionava minha mão em sua perna, ela gemia, e gemia alto, e isso me fazia sorrir… ela me beijava e mordia, começou a brincar com sua lingua em meu mamilo… transamos novamente, ficamos deitados lado a lado sem dizer palavra, eu observava seu corpo nu respirando como um todo, pesadamente, e me viro por cima de seu corpo, pronto a recomeçar… mas dessa vez trocamos beijos suaves, com movimentos lentos, ela me dizia o quanto era bom estar comigo. Ela continuou deitada na cama enquanto eu tomava um banho, estava calmo, tranquilo, uma sensação estranha.

Mais tarde ao chegar em casa, encontro a Gabi durmindo, tomo minha cerveja, ela levanta e vai ao meu encontro, me abraça por trás, eu termino minha cerveja e transamos. Eu a beijo suavemente, são três anos, gostei desses três anos, e durmo sonhando com a Renata, e com a terceira transa daquele dia, nunca tinha me sentido tão bem. Duas semanas depois Gabi e eu não dormimos mais juntos, nunca mais quis me dar os parabéns depois de uma transa, não que não merecesse…

*Texto escrito e cedido gentilmente por um amigo. ;)

sem título

Eles marcaram um encontro no bar, jogaram conversa fora, riram, rir sempre é imporante, divagaram, enquanto ele acariciava sua mão, a olhou nos olhos e ela o beijou, sentiu que se não tomasse a atitude talvez ele nunca desse o passo adiante, ele tocou seus seios, mas ela quem dava as regras do jogo e decidiu que não seria tão fácil assim, pensou, retirou as mãos dele e as colocou na cintura, ele sorriu maliciosamente, escorregando suas mãos sob sua blusa, sentiu cócegas e riu. Ele falou qualquer coisa boba em seu ouvido, coisas que todo homem sabe falar quando quer agradar uma mulher, acompanhados de beijos de tirar o fôlego.

Ele pensava que ela estava no papo, conversaram, acariciaram-se, ele se excitou, pediram e racharam a conta, ela se despidiu com um beijo e foi para casa, afinal no dia seguinte iria ao cinema pegar a martinê com seu namorado, a sua paixão.

(escrito enquanto estava bêbada e feliz. ;) )

A gatinha

A conheci numa festa quando a vi pensei “que gostosa”, gosto de mulher assim gostosa, curvas que enlouquecem, ficamos juntos, fiquei louco com seu corpo, convidei á para ir embora comigo, ela recusou, nos encontramos outras vezes, até que me convidei para ir a sua casa, sabia que suas amigas, com quem divide apartamento estariam viajando, ela ficaria por havia muitos trabalhos para a faculdade para fazer, levei um filmaço na minha opinião, um lixo segundo ela, nunca combinamos em nada, a não ser na cama.

Entrei e vi a mesa cheia de papéis, pensei e lhe disse:

-Como você é nerd’s.

-Não sou nada disso, é pose e o trabalho é difícil e grande. Sorriu envergonhada, como se estivesse a recriminando, adorava esse sorriso tímido, olhando para baixo, como criança culpada.

Nos aconchegamos no sofá, abracei e a beijei delicadamente, com o passar do tempo comecei a acariciar seus seios, a deitei sobre o sofá, perguntando em seu ouvidinho “Você quer?”

Senti suas mãos macias correrem o meu corpo e tirando minha calça, minhas mãos já estavam sob a sua blusa acariciando seu corpo, encontrei dificuldades com seu sutiã, mas ela mesmo tirou, beijei seus cabelos, fiz a rir e se derreter lambendo e beijando sua orelha e pescoço, a mordisquei e lambi seu corpo inteiro, ela estava gostando dos carinhos, achegar na virilha retirei sua calcinha com a boca, apertei e acariciei sua bunda, apertei-a contra mim, fiquei sobre ela, afastando suas pernas enquanto a beijava, tentei penetrar e senti dificuldades, falei em para ela:

-Calma, não vai doer, vou ser bonzinho com a minha gatinha.

Beijei seu ventre, acariciei sua bunda, vi que isso a excitava, mordi de leve, ela me olhou e viu meu pênis ereto, sorri com cara de safado, vi que ela gostou, falei:

-Olha o que você faz comigo, gatinha. Não tenha medo, prometo vai ser bom.

Beijei demoradamente, brincando com sua língua, senti que ela abria as pernas e meti com dificuldade, fui devagar, escutei um gemido mudo, confesso que meu pau é grande, pelo menos é isso que elas me dizem. Não agüentei ir com calma, ela era apertadinha, isso me enlouqueceu, fui com tudo e forte, mesmo vendo que ela estava desconfortável, gozei rápido, deitei sobre seu corpo perfumado, brinquei com seus seios, fiz cafuné até ela adormecer, desconfio que foi sua primeira vez, isso me excitava ainda mais, quando ela acordou, levei a para lhe dar um banho, o banheiro era apertado, bom para imprensá-la contra a parede, dessa vez arranquei uns gemidos gostosos dela, enquanto a água escorria sobre nós, vi que ela estava de olhos fechados e eu com seus seios duros de prazer em minhas mãos, sem dúvida era deliciosa, pena seu gênio ser difícil e não combinarmos em nada a não ser na cama.

Cotidiano

Assistíamos ao filme, eu com o pensamento longe, nas contas do fim do mês, respondia as perguntas sobre o filme de forma mecânica. Voltei a realidade quando senti suas mãos fazendo cócegas em meu pé, odeio cócegas, ele sabe, faz para me provocar, entre gargalhadas, xingamentos, pedidos para parar e tentativas de chutá-lo. Ele me calou com um beijo, entre beijos, carícias, fui despida e o despi também, nos amamos como se o mundo não existisse, se a vida fosse boa as contas já estivessem pagas. Dois corpos podem ocupar o mesmo lugar no espaço se assim quiserem, Ainsten desconhecia a capacidade de dois corpos se entregarem ao amor.

Meu coração acelera ao vê-lo, para que ninguém perceba meu affair por ele, tento agir normalmente, minha amiga comenta:-

 

-Nossa, o Carlos, o Rodrigo e o Rafael aqui?

 

Escondendo minha euforia, finjo não ter percebido:

 

-É mesmo, que estranho, não.

 

Eles nos vêem e se aproximam perguntando se podem sentar conosco, educadas consentimos.

 

Amanda sai para dançar com Rodrigo, ficamos nós três a conversar e a beber, com o álcool subindo me sinto mais desinibida e começo a tagarelar mais. Carlos vai ao banheiro, sinto-me um tanto envergonhada e ansiosa por estarmos a sós, ele senta mais perto, ficamos em silêncio, para quebrar o silêncio digo:

 

- O Rodrigo dança bem, né.

 

Ele responde:

 

-Dança sim. Eu sou um zero a esquerda, não sei dançar. Uma vergonha.

 

-Eu também não sei dançar direito, mas tento, por pura diversão.

 

-Quer tentar dançar comigo? Só sei dois para lá, dois para cá.

 

-Para mim, isso está ótimo. Respondo rindo.

 

Tentamos em vão, devido ao álcool não consigo acompanhá-lo direito, mostrando que sou pior que ele, até que a música termina, ele me olha e diz:

 

-Vamos dançar essa, é mais lenta.

 

Terminamos indo para a mesa rindo um do outro (eu envergonhada por não conseguir dançar), conversamos e Carlos me tira para dançar, consigo me acertar melhor com ele, termina a música e vou ao banheiro, volto e encontro Rafael sozinho na mesa. Tentamos dançar juntos novamente, mas dessa vez sinto sua mão me apertando mais forte contra o seu corpo e sua cabeça se aconchegando em meu pescoço, elogia meu perfume, roça sua barba em minha pele, fico arrepiada, tento fugir de seus braços, mas não consigo, sinto um beijo delicado e tímido em meu pescoço, vibro internamente de alegria, nos olhamos, ele pede desculpas, então o beijo na boca, nossas línguas se enroscam, brincam, ele tira meus cabelos de minha cara, coloco minha cabeça em seu ombro, mordo de leve sua orelha, a música termina vamos para outra mesa. Beijos e carícias ardentes acontecem, preocupada com os olhares dos conhecidos sobre nós, peço pra irmos dançar, mas ele prefere ir beber algo, conversamos.

 

-Amanhã vamos ser o assunto de todos.

 

-É o risco que corremos, você quer parar?

 

-Eu não me preocupo com os outros e você?

 

-Ele sorri maliciosamente:

 

-Sempre pensei que você não gostasse de mim.

 

-Porque diz isso?

 

-Você parecia me ignorar.

 

-Fazia isso para ver se você se apaixonava, deu certo?

 

Ele sorri, então continuo a falar.

 

-Na verdade, é porque sou meio estranha, não gosto de quase ninguém, sou meio distraída, meio anti-social, ando sempre correndo atrasada, não sobra tempo para educação. ;)

 

-E de mim, você gosta?

 

-Estou começando a gostar.

 

Depois de algumas carícias, sinto que ele está excitado, me convida para ir a sua casa, recuso o convite várias vezes, até que acabo cedendo, apesar do medo de ser julgada, medo dos comentários que irão surgir no dia seguinte. No caminho da sua casa, acabo contando sobre meus temores, ele ri, com olhar terno, passa a mão em minha face e diz:

 

-Nunca pensei que você se preocupasse com isso, sempre me pareceu ser livre, independente, não ligar para os outros, fico feliz por você ser assim, não me enganei com você, mas amanhã é outro dia, vamos pensar no hoje e nunca vou vê-la como uma qualquer. Você é única. Surpreendentemente única.

 

Passamos no mercado vinte 24 horas e compramos um vinho, andamos de mãos dadas como namorados comportados, na sua casa, mal entramos e sua boca tenta me despir, sua mão puxa e me segura pelos cabelos, sua língua me invade, demonstrando que não seria só ela que iria me invadir, ele busca copos, coloca uma música, nos beijamos, ele lambe meu pescoço, busca minha boca, sinto suas mãos sob minha blusa, me despindo, beijando meus seios, mordo sua orelha, ele me olha como um caçador, olha sua presa,me puxa pelas pernas me deitando no sofá, morde minha barriga, tira minha calça, enquanto tento abrir a sua. Sinto seu pênis ereto, mordo seus lábios, ele lambe minha coxa, retira minha meia morde meu pé, fala em meu ouvido:

 

-Você é gostosa, sabia?

 

-Pare, não sou. Respondo, enquanto ele ri.

 

Sua mão aperta meus seios, morde de leve os bicos, sua mão me invade, sinto-me excitada, prazerosa, molhada, afasta minha pernas, fecho-as, ele me olha, rindo.

 

-O que foi?

 

-Acha que vai ser fácil?

-Fácil, não, será maravilhoso. E beija minha virilha, sobe beijando todo meu corpo, desvio o rosto, ele me prende as mãos, dizendo que sou sua refém, não posso escapar, mordo seus lábios, ele diz para ser uma boa menina, pois irá cuidar de mim, pega uma perna minha morde a afasta, lambe-me, brinca com a ponta de seu pênis com meu clitorix, me vira de costas, me deixando de quatro, sinto seus dedos massageando meu clítorix, meu prazer aumenta, lambe minha nuca, me penetra lentamente, aumentando a força e velocidade, acaricia meus seios duros de prazer, me vira e deita sobre mim, nos beijamos, pego uma espécie de lenço, um pano que ele tinha sobre uma mesa próxima ao sofá, beijo seus olhos, vendo-os. Ele sorri, lambo sua glande, mordo de leve, ele se excita novamente, sinto suas mãos conduzindo minha cabeça para um oral, obedeço, ele pede para subir nele, me encaixo, sinto suas mãos sobre minha cintura, dando o ritmo, ele goza, me deita sobre o chão, me tateia com os olhos vendados, me cheira, lambe e gozamos juntos no chão, bebemos o resto do vinho, então me leva para a cama. Ficamos trocando carícias, cócegas, rindo, adormecemos nús sob o edredon. Amanhece, acordo e vejo que estou só, vestida com meus pijamas e em minha cama.

Nada mais

Deitada na cama, às duas da manhã, ele me acorda com uma mensagem no celular: Quero você agora!

Mordo meus lábios, já sentindo sua respiração sôfrega no meu ouvido, respondo: Onde você está?

Meu coração acelera quando quase de imediato recebo a resposta: Na sua porta!

Era muito típico dele, me deixar sem reação alguma. Levantei, estava vestida apenas com uma curta camisola e calcinha, os bicos dos meus peitos já endurecidos mostrando a minha excitação, lavei o rosto, passei seu perfume preferido e corri até a porta, eufórica por poder rever seu rosto, ter o seu corpo dentro do meu novamente.

Já mais calma, abri lentamente a porta e lá estava ele, me comendo com os olhos cheios de malícia, abriu um sorriso largo para depois falar: Tá querendo me torturar?

Se aproxima vagarosamente, nossos corpos se tocam, sendo possível sentir a intensidade de nossos corações. Ele cheira meu pescoço profundamente, me fazendo sentir a ponta de seu nariz e sua respiração em minha pele.

Pega com força uma de minhas nádegas, espremendo meu corpo contra o seu, me empurrando pra dentro, fecha a porta e já me vejo pressionada contra ela. Não há nada entre nós, nada cabe entre nossos corpos, nenhuma mentira, nenhuma desilusão… nenhuma lágrima.

Ele sussurra em meu ouvido: Vai, diz não agora! Diz que não me quer mais! Nossos lábios quase se tocam e ele cruelmente hesita, esperando que eu tome a iniciativa. Viro o rosto, passo a mão em meu pescoço chegando até o ombro, massageio meus peitos e retiro as alças da camisola, deixando que escorregue suavemente pelo meu corpo. Coloco minha mão em sua nuca, lambo sua orelha e sussurro provocando-o: Vai, diz não agora!

Ele me puxa pelos cabelos metendo sua língua em minha boca, beijando como nunca havia feito, cheio de tesão, de saudade. Seus beijos passam pelo meu pescoço até chegar ao peito, dá pequenas mordidinhas nos bicos, lambe-os me levando ao êxtase, lambe meu umbigo, beija minha vagina por cima da calcinha, já ajoelhado. Me pergunta: O que você quer de mim? Me ergue pela cintura e me leva até ao chuveiro, ele entra de roupa e tudo, onde toma todo o cuidado de me molhar por completo, me acariciando enquanto deixa a água quente escorrer pelo meu corpo. Retiro sua camisa, sua calça, sua cueca, encho minha mão em seu delicioso corpo, sua bunda, seu pênis, me agacho e lambo da base à ponta seu pênis quando sinto seu corpo estremecer de prazer, o chupo e escuto ele gemer. Me puxa pelo braço, me vira de costas e penetra fundo, peço que seja com mais força, me penetra de novo, peço mais e só escuto: Essa é a minha garota, apertadinha e quentinha!

Cada vez que me penetra, espera ver minha reação, meus gemidos, meu corpo pedir o seu, o lamber dos meus lábios e pergunto: você quer que eu implore? Ele aumenta o ritmo, nossos corpos num só movimento, juntos. Suas mãos preenchendo as minhas costas, meus peitos, minha vagina, brinca com meu clitóris, lambe minha nuca esperando que eu goze num longo gemido que preenche o lugar. Me abraça forte ainda embaixo do chuveiro e constata aquilo que nunca ouviu de minhas palavras, por fim pergunta: Nossa, estou sentindo batidas intensas, tudo isso é seu coração?

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